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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Energia solar para dessalinizar a água

A melhor e mais barata solução para se ter água fresca



Uma das substancias mais preciosas para vida (que daqui a alguns anos valerá mais que o ouro, se não for preservada), foi inspiração para o designer Gabriele Diamanti. Preocupado com a falta d'água no mundo, Gabriele desenvolveu uma solução simples, criativa e eficiente para dessalinizar a água. 

Contrária a todas as gigantescas soluções para extrair o sal da água, o projeto do designer italiano é de baixo custo e "open source". Além de barato, ele também queria que fosse algo que pudesse ser feito por um artesão local. O resultado é um sistema solar de cerâmica ainda chamado Eliodomestico que funciona como um "coador café  de cabeça para baixo".

Extremamente simples, o elegante projeto é composto por duas peças de cerâmica que ficam sobrepostas uma a outra. A água salgada é despejada no recipiente preto, na parte superior, onde é aquecida ao logo do dia pela luz solar. Com a elevação da temperatura, a água transforma-se em vapor que, sob pressão, é forçado para o recipiente inferior (através de um tubo) onde se condensa novamente. Ao final do dia, o usuário pode apanhar até cinco litros (1,09 galões) de água fresca e doce. 


Foto divulgação: Eliodomestico dessaliniza água com ajuda da luz solar

O designer pensou também na maneira como seria transportado a bacia com água. Ele a desenhou de forma que pudesse ser carregada sobre cabeça (forma comum de transporte de recipientes em países em desenvolvimento).

O projeto, que custa cerca de EUA $ 50 para ser construído e vem sendo desenvolvido desde 2005, foi um dos finalistas no concurso Prix Emile Hermès 201, recebeu menção especial no Well-Tech Award 2012 e foi o vencedor do Core77 Design Awards 2012, na categoria impacto social.


Fontes: 
Gizmag
             Fast Company



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Bateria em spray para os eletrônicos do futuro

Cientistas criam uma bateria spray que pode ser borrifada em qualquer superfície


Esqueça tudo que você já viu sobre baterias para alimentar os atuais dispositivos eletrônicos. Conheça agora uma novidade que poderá, num futuro próximo, possivelmente, mudar completamente a forma como as conhecemos , certamente, possibilitar uma inimaginável variação no design dos gadgets futuros.

Em Houston, no Texas (USA), pesquisadores da Universidade de Rice desenvolveram uma técnica para transformar cada elemento tradicional em uma substância líquida, capaz de armazenar e fornecer energia elétrica, podendo assumir qualquer formato e ser aplicada na forma de spray em inúmeros tipos de superfície.

As baterias tradicionais de Lítio-íon tem se tornado menores e mais eficientes com o passar dos anos. Entretanto, limitam-se a formatos cilíndricos ou retangulares, fazendo com que o design dos dispositivos eletrônicos atuais tenham poucas variações. Com esta nova tecnologia ganhando o mercado, o aperfeiçoamento de tecnologias como a impressão 3D, nanotecnologias e telas flexíveis, os gadgets poderão ter no futuro designs bem diferentes do que estamos acostumados atualmente. "Isso significa que a embalagem tradicional das baterias darão lugar a uma nova abordagem muito mais flexível, que permite novos tipos de design e possibilidades de interação com dispositivos de armazenamento", disse Pulickel Ajayan, líder da equipe no projeto.

Para o protótipo, a equipe criou versões líquidas e de pintura dos cinco componentes em diferentes camadas: dois eletrodos, um cátodo, um ânodo e um polímero separador. "Primeiro, transformamos em tinta todos os componentes da bateria. Poderíamos, então, usar estas tintas para literalmente pintar baterias sobre qualquer superfície, usando apenas um jato de spray", explicou Neelam Singh, estudante de engenharia da Universidade Rice.

The spray paint can be applied to any surface to create fuel cells
Foto divulgação: A bateria spray pode ser aplicada em várias superfícies diferentes.

Foto divulgação: fonte Nature Scientific Reports

Para mostrar a versatilidade do produto, camadas de tinta foram pulverizadas sobre cerâmica, vidro e aço inoxidável, e em formas diversas, como a superfície curva de uma caneca de cerâmica. Em um dos experimentos, os cientistas pintaram seis azulejos e os conectaram a uma célula solar, alimentada por uma luz branca de laboratório. Depois de carregada, a bateria conseguiu fornecer energia elétrica suficiente para alimentar uma série de 40 LEDs vermelhos por mais de seis horas. Após serem carregadas e descarregadas 60 vezes, houve apenas uma pequena queda na capacidade da bateria, uma constância de 2,4 volts. A equipe relatou tudo em artigo na revista Nature Scientific Reports.



Uma limitação da tecnologia é a difícil utilização e manuseio dos eletrólitos líquidos e a necessidade de um ambiente seco e isento de oxigênio, quanto à preparação do novo dispositivo. Os investigadores estão procurando componentes que permitiriam a construção ao ar livre para um processo de produção mais eficiente e maior viabilidade comercial.

Neelam Singh, que trabalhou no projeto, acredita que a tecnologia pode ser integrada à células solares possibilitando que qualquer superfície capture energia independente e capacidade de armazenamento. Imagine paredes inteiras, muros e carros cobertos com esta tinta especial. Realmente, uma forma de armazenamento de energia traria várias mudanças ao mundo como o conhecemos.





Fontes:Reuters

            Tecmundo
            Olhar Digital


segunda-feira, 5 de março de 2012

Livro com páginas em branco...até que a luz solar as ilumine e revele seus segredos

Páginas de um anuário são ativadas pela luz do sol



Realmente, é bastante incomodo, quase sempre impossível, ler um livro quando o sol brilha intensamente sobre as páginas que mais parecem espelhos direcionando a luminosidade para os olhos. 

Mas uma empresa austríaca resolveu este infortúnio de uma maneira bem interessante. O diretor de criação Cosimo Möller, inovou criando um o anuário bem diferente de todos já existentes. A agência encarregada de produzir o anuário de indicadores para Austria Solar Trade Association foi a ServicePlan.

Ao abrir o anuário, percebe-se que algo parece estar errado, pois as páginas totalmente em branco são nada entusiasmantes. Mas, sob a luz do sol é que a "mágica" acontece. 


Segundo Möller, a brilhante ideia veio quando ele estava sentado descansando no terraço da empresa onde trabalha.  "Foi um dos últimos dias de sol em outubro. O sol estava brilhando no meu bloco de notas e se refletiu de forma tão intensa que eu não era capaz de ler as minhas palavras mais", disse ele. Daí pode-se até imaginar aquela lâmpada acendendo sobre a cabeça, como num desenho animado...ele se perguntou: "Será que funciona de outra maneira?" 

Uma maneira elegante de expressar o poder da energia solar e uma jogada atraente e inovadora da empresa austríaca. Pronto, a magnífica ideia você confere no vídeo abaixo.






Fontes: Adweek 
              Fastcodesign
             Tecnoblog

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Em 2050, um elevador levará passageiros ao espaço...pelo menos é o que planejam os japoneses

Japão pretende construir o elevador mais alto do mundo


Uma companhia japonesa anunciou que planeja a construção de um elevador que ligaria a superfície terrestre à uma distância de 96 mil Km de altura(cerca de quarto da distância até a lua), onde haveria um contrapeso ligado a cabos de nanotubos de carbono (vinte vezes mais resistentes que o aço). O fornecimento de energia ficaria a cargo de painéis solares, instalados à mesma altura da estação terminal.


Foto: Nasa
The Daily Yomiuri reportou que a Obayashi Corp, construtora responsável sediada em Tókio, pretende ter o gigantesco elevador funcionando até 2050. Cerca de 30 passageiros viajariam a uma velocidade média de 200 km/h e, em uma semana e meia chegariam a uma estação terminal, centro de pesquisas e alojamento, instalada a 36.000 km do solo terrestre. Motores magnéticos lineares são um meio possível para este trabalho.

Embora pareça um típico e audacioso desejo do século XXI, o conceito de elevador espacial foi revelado primeiramente em 1895, pelo cientista russo Konstantin Tsiolkovsky, que inspirado na então recém construída Torre Eiffel, imaginou uma torre que chegasse ao espaço, onde no final haveria um cabo fino ligado a um "castelo celestial", em órbita geoestacionária a partir da superfície terrestre. Desde então, a ideia tem sido mencionada em vários romances de ficção científica. Obayashi, no entanto, acredita ser possível realizar o o feito, que tem sido estudado também pela Nasa.

Um dos obstáculos para que o ambicioso projeto seja realizado tem sido a tecnologia para produção em massa dos ininterruptos cabos de sustentação. Os nanotubos tem sido a melhor opção, por enquanto. 

Ainda não foram estimados os custos para a execução do gigantesco projeto. Também não mencionou o possível local para a construção do elevador espacial. Deverá ser um local minunciosamente escolhido, já que para manter os cabos esticados depende-se de forças centrífugas.

Brincadeiras à parte, não posso deixar de perguntar: Será possível construir um elevador que chegue ao espaço? Quero estar vivo pra ver isto, e quem sabe, poder até dizer: "Pro último andar, por favor".





Fontes: Gizmag
              Wikipedia
             Daily Yomiuri

sábado, 19 de novembro de 2011

Maior torre do mundo transformará ar quente em eletricidade

Uma boa ideia para aproveitar o calor do deserto



O deserto do Arizona, nos Estados Unidos, pode ser palco da construção de uma  torre  com 800 metros de altura. Se construída será a segunda maior estrutura do mundo, pois a maior (com 828 metros) é o prédio Burj Khalifa, nos Emirados Árabes Unidos, em Dubai.

A empresa americana EnviroMission planeja a construção desta que será a maior torre do planeta e que não servirá para sediar escritórios ou hotéis, mas sim para gerar energia elétrica. O projeto pretende aproveitar o fluxo de ar quente que se eleva do deserto em volta da torre. Ao subir internamente pela torre o ar ganhará velocidade e moverá 32 turbinas de geração de energia elétrica, capazes de suprir 100 mil residências, um total de 200MW segundo a empresa.  Uma vantagem em relação às placas fotovoltaicas, que dependem da luz do Sol, é que a torre vai gerar energia mesmo durante a noite.

De certa forma, é uma maneira diferente de aproveitar a energia proveniente dos ventos, a energia eólica. Além de gerar energia, a torre também tem potencial para ser tornar um ponto turístico.

O projeto está avaliado em cerca de US$ 750 milhões. Mas a empresa estima que os custos de operação serão baixos. E o gerador de energia de ar quente funcionará por pelo menos 80 anos.

É um projeto bem arrojado e que, certamente, não será o único com ideal de sustentabilidade a ser construído e contemplado pelo mundo.





Fonte: época