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sábado, 1 de dezembro de 2012

Da ficção para o mundo real: James Bond e seus "brinquedinhos"

Artefatos usados pelo agente 007 que viraram realidade



Já faz meio século que o espião mais famoso do mundo começou sua carreira no cinema, e desde então vem salvando o planeta dos mais variados vilões com ajuda de suas surpreendentes engenhocas. Mas será que alguma das inovações de James Bond ganhou vida fora das telas? Sim, 007 contribuiu para que hoje o mundo possa desfrutar de inventos inspirados nos brinquedinhos da série.

Aliás, durante todo este tempo, inventores do mundo todo certamente tentaram reproduzir ao menos uma das engenhocas de Bond. Como é o caso do engenheiro suíço Frank Rinderknecht, que já nem se lembra de quantas vezes assistiu o filme de 1977. Em 007- O espião que me Amava, Roger Moore, o Bond da vez, aparece pilotando um Lotus Esprit debaixo d'água. O engenheiro demorou 30 anos, mas tornou realidade seu sonho e apresentou o sQuba, primeiro carro subaquático mundo em 2008, no salão internacional do Automóvel de Genebra. Projetado pela empresa Rinspeed, o modelo pode atingir até 6 Km/h à uma profundidade de 10 metros.
Já os óculos raios X, usados por Pierce Brosnan em O mundo não é o Bastante, de 1999, podem ser comprados, numa versão similar, no site da David Steele Enterprises. O modelo enxerga através de roupas sintéticas, vidros escuros e envelopes de papel. O preço é algo em torno de U$149 e é criação do empresário Don Bassler. No mesmo filme, Bond também usou jaqueta com proteção inflável e tela touchscreen.

Imagine que em 1963, em Moscou contra 007, os brinquedos mais legais eram o pager, detector de escutas telefônicas e uma câmera fotográfica que também filmava. Já em 007 contra GoldFinger - 1964, o clássico carro da série (Aston Martin DB5) tinha vidros à prova de balas e rastreador. Para escapar dos vilões de 007 Contra a Chantagem Atômica (1965), o espião usava um
Jetpack, um foguete individual acoplado às costas. Numa rápida pesquisa é possível encontrar o brinquedinho do tipo que Bond usou em 1967, em 007- Só se vive duas vezes: um Girocóptero (espécie de helicóptero para até duas pessoas).
A Walter PPK, usada por todos os atores.
photo © United Artists, Danjaq, EON Productions
Além do carro submarino e do que tinha vidros impenetráveis e rastreador, Bond usufruiu de um Aston Martin V12 Vanquish, que ficava invisível ao simples toque de um botão, tinha metralhadoras teleguiadas escondidas sob o capô, mísseis com sensores de calor, assento ejetável, além de pneus que auto-infláveis (007-Um Novo Dia para Morrer ,2002) e um BMW que dava descargas elétricas em quem ousasse arrombá-lo, tinha pequenos mísseis instalados no teto solar e podia ser controlado por um telefone celular (007 - O Amanhã Nunca Morre, 1997). Capa da invisibilidade os cientistas já criaram e carro de controle remoto já existe na China.
Segundo o jornalista Eduardo Torelli, autor do livro Sexo, Glamour & Balas (Opera Graphica), bíblia dos bondmaníacos, o uso e abuso dos gadgets por James Bond foi sugestão de um leitor e não do escritor Ian Fleming. Em 1956, o major Geoffrey Boothroyd escreveu uma carta ao autor sugerindo que 007 trocasse a pistola Beretta por uma Walther PPK, que ele usa até hoje. Em agradecimento ao major, foi criado o personagem Q, integrante do MI6 responsável por elaborar os artefatos hi-tech que tantas vezes salvaram o agente. Se bem que o criativo Q andou meio sumido dos dois últimos filmes, ambos estrelados por Daniel Craig. Mas ele reaparece em Operação Skyfall, incorporado por outro ator, o jovem Ben Wishaw.

Daniel Craig e o clássico Aston Martin DB5
Foto divulgação
A propósito, Craig é o intérprete mais bem pago da franquia 007. Segundo o “Contact Music”, o ator britânico, de 44 anos, receberá £ 31 milhões de libras (cerca de R$100 milhões) para estrelar mais dois filmes da saga e terá o cachê médio por filme de £ 9,6 milhões. Pelo seu primeiro filme na pele de Bond, 007 Cassino Royale, o ator recebeu    £ 1,9 milhão. O novo contrato supera os         £ 10,7 milhões que o próprio Daniel recebeu pelo filme mais recente da franquia, 007 Operação Skyfall (e ele ainda diz que não quer ser mais o 007). O recorde anterior era de Pierce Brosnan: £ 10,3 milhões pela produção de 2002, 007 - Um Novo Dia Para Morrer.

Outros exemplos de criações que migraram para a realidade são as impressões digitais falsas e modificador de voz de 007- Os Diamantes são Eternos (1971). Robô espião controlado remotamente, com câmera e microfone apareceram primeiramente em 1985 no filme 007- Na Mira dos Assasinos. Mais próximo aos dias atuais, em 2006, o um microchip instalado sob a pele, permitindo rastrear uma pessoa, foi visto em 007 -Cassino Royale. Diga-se de passagem, a sunga azul usada por Daniel Craig no mesmo filme foi leiloada por cerca de R$ 145 mil. "Tudo que vou dizer é que não foi lavada", observou a veterana do cinema Judi Dench, que interpreta a misteriosa M desde GoldenEye (1995). A receita arrecadada pela venda da longa lista de materiais oferecidos pela casa de leilões Christie's, de Londres, foi destinada à instituições de caridade e ação social.

No filme deste ano, além de desfrutar do carrão de sempre da franquia, o Aston Martin, o agente secreto usa um celular de última geração (
Sony Xperia™ T) e uma pistola com leitor óptico para a palma da mão. Sendo assim, só o 007 pode dispará-la. De acordo com Karl-Heinz Luther, vice presidente da indústria de armas alemã Carl Walther GmbH, tal arma ainda não existe, mas não duvida que um dia o modelo venha a ser trazido à realidade.


Caso queira informações mais detalhadas sobre a vida do agente secreto mais famoso da história do cinema, visite o site
James Bond Life Style.




Fontes:  Galileu n. 255
               Diario de Pernambuco
               Informaticando     
               Veja

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Carro de controle remoto...e não é de brinquedo

Um sedã chinês pode ser acionado por controle remoto



O mercado automotivo está em constante evolução, sempre buscando satisfazer as nossas necessidades. Os carros estão cada vez mais equipados tecnologicamente para agradar os consumidores mais exigentes e amantes de produtos de última geração. 

Desta vez a fabricante chinesa BYD (isso mesmo, não foi a Toyota, GM, Ford ou muito menos Volkswagen)  mostrou recentemente a nova geração de seu sedã intermediário F3, que tem a honra de ser o primeiro automóvel da história a ter um sistema de controle remoto como acessório de fábrica.

Sabemos que os carros chineses são conhecidos por seu preço camarada e por geralmente chegarem recheados de opcionais. Pelo mesmo preço de um modelo básico, é possível levar para casa um chinês equipado com uma série de opcionais ar-condicionado, direção assistida, airbags, ABS, etc. (só deixem que quebrem...brincadeira).

Mas agora, outro item exclusivamente chinês poderá ser incluído no pacote: um controle remoto. Desenvolvido para ser usado em manobras de estacionamento, o controle só funciona quando o condutor está a até 10 metros de distância. Neste modo de funcionamento, o carro tem sua velocidade máxima limitada a 2 km/h. Bem, daria pra trazer o carro até o motorista num dia de chuva, por exemplo, dependendo de onde foi estacionado.
Foto divulgação: controle para dirigir o carro pelo lado de fora
Fora isto, o novo BYD F3 é um automóvel como qualquer outro, com duas opções de motor 1.5 que podem desenvolver 109 cv (aspirado) e 154 cv (turbo). O controle remoto é opcional no modelo de motor aspirado e item de série na versão turbo.

A tecnologia estará disponível já no BYD F3 Plus, que será lançado oficialmente no Salão de Pequim 2012. Este sedã é baseado na atual geração do Toyota Corolla e possui design renovado.

A marca BYD ensaia sua entrada no mercado de automóveis brasileiro há algum tempo. Em junho, ela estreou no segmento de ônibus com um modelo que troca os tradicionais motores diesel por elétricos. Dá pra ver que esses chineses são chegados em uma novidade e não estão pra brincadeira.

Na Europa, já existe sistema como o Park Assist que estaciona o veículo sem o condutor ao volante. Será que esse sistema vai de fato funcionar como promete? Tal item deverá ser considerado na hora de fazer seguro? 

Eu sempre quis ter um carrinho de controle remoto quando criança. Agora tenho a "chance" de ter um de verdade. A diferença é que, antigamente (nem tanto assim, né), as coisas não eram "made in China" como são hoje em dia.

Veja no vídeo abaixo o sistema em funcionamento:





















Fontes: Autoblog
              Noticias Automotivas
             AutoWeek

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Mais do que um simples GPS: tecnologia de aviões de guerra nos carros

GPS com realidade aumentada à disposição do motorista



O HUD (Head Up Display) é um instrumento inicialmente desenvolvido para utilização em aeronaves visando a fornecer informações visuais ao piloto sem que este tenha que desviar os olhos do alvo à frente da aeronave. Hoje em dia a tecnologia vem sendo implantada em veículos e logo deverá ganhar as ruas. Conheça um pouco mais:


Primeiros HDU's

No início da década de 70, com o aprimoramento do transístor e advento dos circuitos integrados, os computadores puderam finalmente ser embarcados nas aeronaves, permitindo a automação do cálculo dos dispositivos de mira, antes improvável em combate direto (dogfight). Assim, as aeronaves de primeira linha já eram equipadas com HUD's que forneciam dados de voo, navegação e solução de tiro de forma confiável.

Com o chegada dos microchips, a partir dos anos 1980, a capacidade de processamento de informações dos computadores de bordo melhorou consideravelmente a qualidade das informações providas pelos HUD's, incluindo o recebimento e processamento de dados provenientes de GPS e aeronaves AWACS.

Em aeronaves, os HUD's se utilizam de fundamentos de tecnologia de informação, propriedades de refração e reflexão da luz e emissão de raios catódicos. Consistem de um sistema de aquisição de dados através de radar, rádio e sistema de armas que são entregues a um processador encarregado de ordenar, priorizar e hierarquizar as informações conforme o perfil de missão previamente programado, exibindo-as em um anteparo semi-transparente inclinado á 45º, montado exatamente na linha de visão do piloto, permitindo-o observar o alvo à frente da aeronave.

HUD nos carros, atualmente


A japonesa Pioneer Corporation apresentou ao mundo o primeiro GPS com realidade aumentada do mundo. Utilizando-se da tecnologia HUD, a impressão que se tem é de estar numa espécie de vídeo game, com informações flutuando no para-brisas do veículo (quase como em Missão impossível: protocolo fantasma..quase)


As imagens cobrem uma área de 90 x 30 cm, apresentando uma resolução de 720x260 pixels numa tela transparente projetada à frente do motorista. O sistema, que tem a assinatura da Microvision (sediada em Redmond, Washington, EUA), usa lasers semicondutores e um espelho microscópico. Informações são sobrepostas ao tráfego real e mostram ao motorista detalhes sobre a direção a tomar, pontos de interesse e particularidades da via (radares, velocidade permitida).

O navegador GPS Cyber Navi, como é chamado, usa um grupo de três lasers (azul, vermelho e verde) e um único espelho de silicone, com um milímetro de espessura, que se inclina sobre dois eixos. As três cores se misturam quando os lasers emitem sobre o espelho, em diferentes intensidades, a luz que produz a cor final do pixel. À medida que eles projetam luz, o espelho esquadrinha rapidamente, horizontal e verticalmente, pintando a imagem sobre o para-brisa (um pixel por vez), de maneira tão rápida que a imagem parece estática.



De acordo com Lance Evans, diretor de desenvolvimento de negócios da Microvision, as cores puras e saturadas resultam em lasers com imagens mais nítidas e com alto contraste, assim são visíveis mesmo em plena luz do dia. Iluminar um pixel por vez também poupa energia. E usando um único espelho em vez de um certo número deles faz com que o dispositivo seja menor, simples e mais barato.

A tecnologia da Microvision, já existe em alguns carros protótipos, mas o custo era alto demais para modelos comerciais, explicou Evans. Agora, com a queda de preços dos lasers verdes – um componente significativamente caro do display – a tecnologia tornar-se-a competitiva frente aos displays tradicionais. É possível que o produto HUD seja comercializado ainda este ano. Grandes montadoras em Detroit também planejam integrar a tecnologia em seus veículos até 2016, afirmou. 

Porém, comprar uma das novas unidades HUD equipados de GPS dependerá de três importantes fatores: um pouco de paciência, e uma viagem de avião para o Japão , e um boa quantia de dinheiro (por volta de U$ 4000,00). Não há previsão de quando ganhará o mundo. Tampouco se a tecnologia realmente trará algum benefício para os motoristas.



Fontes: Microvision
              Allmxcars
             Digitalavmagazine
             Wikipedia

quarta-feira, 28 de março de 2012

Ford Mustang 67 tunado pela Microsoft

Um clássico equipado com tudo o que a tecnologia Microsoft pode oferecer



No último dia 25, a Microsoft e a West Custom Designs (empresa preparadora de automóveis), ao melhor estilo tunning, apresentaram o “Projeto Detroit”, um Mustang 67 equipado com as mais novas tecnologias da criadora do Windows. Tecnologias como o Xbox 360, Kinect, Windows 8, Windows Phone, Azure, Bing e o Ford Sync, entre outros acessórios equipam o clássico da Ford.




Está bem, você deve estar se perguntando o que realmente mudaram nesta máquina, não é mesmo? Ok, vamos lá. As portas são destravadas pelo smartphone, assim como é dada a partida. O veículo também pode ser localizado, tudo isso usando o Viper SmartStart, aplicativo do Windows Phone.



Dentro do carro, telas de LCD incrementam o painel. Ao motorista, dispõe várias funções do veículo enquanto o passageiro pode se divertir num tablet conectado à internet, via moldem 4G, ou aproveitar a diversão de jogos do Xbox 360. A mesma conexão é responsável por alimentar seu sistema de som com músicas armazenadas na nuvem.

Com o Ford Sync, é possível controlar funções do smartphone, como ler ou enviar mensagens de texto e fazer ligação, tudo por comando de voz.

Com alguns aplicativos específicos para o Windows Phone, outros aspectos podem ser modificados com um simples toque de tela, iluminação e som da buzina (que inclusive é personalizável, "ringtones") ou para ativar uma tela de projeção no vidro traseiro, por exemplo. Câmeras no exterior do carro enviam vídeos do que acontece ao redor.



No painel de instrumentos, funções como velocidade, RPM e consumo de combustível são monitorados pelo Azure, que também controla a navegação GPS.



O modelo foi apresentado em um programa do Discovery Channel e será usado para exibições em feiras e convenções. As luzes azuis e as grandes rodas fazem com que críticas em relação a este Mustang GT ano 1967 e fabricação 2012, sejam divergentes. O chassi e a carroceria usados no Projeto Detroit foram produzidos por uma companhia chamada Dynacorn International, que tem autorização da Ford para fabricar carrocerias dos primeiros Mustang, usando seus moldes originais.

É provável que o modelo seja apenas um exemplo de tudo que a alta tecnologia pode ajudar a incrementar um carro. Claro que há alguns exageros neste, mas no fim das contas, como diz o ditado popular: "quem arrisca, não petisca".


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Fontes: Microsoft, Jalopnik, Ib times, Tecnoblog


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Hiriko, um pequeno carro que fica ainda menor quando dobrado

Este cabe em "qualquer" vaga facilmente

Os carros estão diminuindo de tamanho para suprir a falta de espaço nos grandes centros urbanos. Basta observar pelas ruas mais movimentadas e perceber que os pequenos estão tomando seus devidos lugares. 

É um para-brisas ou uma porta? As duas coisas ao mesmo tempo.


Hiriko está chegando para fazer parte desta frota. Mas, não pense que se trata de apenas mais um micro carro. Na hora de estacionar é que ele faz toda a diferença; os seus 2,5 m de comprimento podem ser reduzidos para o equivalente à largura de um automóvel normal. Graças a um mecanismo dobrável, implantado no chassis de alumínio na parte traseira, o pequeno atinge 1,5 m de comprimento, permitindo que até três Hiriko sejam estacionados numa única vaga.

Não bastasse a dobra inovadora, o carrinho 100% elétrico tem a capacidade de movimentar as quatro rodas de maneira independente, tal qual o carro pode girar 360º em seu próprio eixo, podendo até ser estacionado de lado. Cada roda possui motor, freio, suspensão e atuadores de direção controlados por um sistema chamado "dirve by wire". O compacto tem autonomia de 120 km e velocidade máxima de 90 km/h.

nome Hiriko é derivado das palavras bascas Hiri (vila, cidade) e kotxe (automóvel, carro). Seu projeto é fruto de uma parceria entre o governo espanhol, Denokinn (Centro de Inovação Basco), Consórcio e Negócios Espanhol e da evolução do projeto CityCar do renomado Laboratório do MIT. O revolucionário carro foi apresentado dia 24 de janeiro pelo presidente da comissão européia, José Manuel Barroso, em Bruxelas.

Outro fato interessante sobre o modelo é que as duas pessoas que ele pode transportar não precisam sair do carro antes dele ser dobrado e estacionado. Uma única porta dianteira serve para entrada e saída do condutor e passageiro. O volante nada convencional será substituído por uma espécie de joystick com sistema de navegação na ponta dos dedos.


Várias cidades europeias e norte-americanas (Bilbao, Malmo e Boston, por exemplo) foram escolhidas para serem palco dos 20 modelos de testes, com produção já em andamento na Vitória-Gastiez (no País Basco),  até que firmado no gosto popular, sejam produzidos e comercializados em 2013. O preço sugerido será em torno de U$17.430,00 dólares.






Fontes: Hiriko.com
              The Telegraph
              Gizmag 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Adeus estepe. Bridgestone lança pneu do futuro que dispensa o uso de ar

Pneus ecologicamente corretos são tendência para  do futuro

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Para aqueles que preferem acionar o seguro a ter que trocar um pneu furado na estrada ou ainda aos que não gostam muito de calibrá-los periodicamente, finalmente, uma solução que poderá atendê-los.

O conceito foi apresentado pela Bridgestone no final do ano passado, na 42ª edição do Tokyo Motor Show (salão do automóvel japonês), mostrando a preocupação da empresa com a sustentabilidade. Os pneus sem ar geram um menor impacto para o meio ambiente em relação aos tradicionais, mas os protótipos desenvolvidos anteriormente eram inviáveis para a produção em larga escala.


Pneu que não fura (Foto divulgação)

Pneus sem ar não são necessariamente novidade. Podemos vê-los em máquinas pesadas ou em veículos militares, quando são de borracha maciça. E um pneu sem ar já havia sido desenvolvido pela Michelin (Tweel), embora tivesse sofrido vibrações excessivas e problemas com ruídos quando em alta velocidade.

A estrutura interna é produzida a partir de resinas termoplásticas reutilizáveis e, assim como a borracha da banda de rodagem, estes são materiais 100% recicláveis. Esta mesma estrutura interna é que suporta todo o peso do veículo, portanto, não há necessidade de calibrá-los periodicamente, exigindo assim menos manutenção. Ao mesmo tempo, é imune a vidros quebrados e pregos, ou seja, não fura. A rede de raios é que divide o peso, evitando que haja estresse e deformação excessiva. Os modelos apresentados têm apenas 22 cm de diâmetro. 

Como resultado, os pneus estabelecem um novo padrão em termos de compatibilidade ambiental, segurança e conforto. Dessa forma, se um dia chegarem aos automóveis, poderão ser reaproveitados, trocando apenas a banda de rodagem conforme desgaste sofrido em virtude do atrito com o piso. E esteja certo de que chegando aos carros, vai sobrar espaço interior, já que o estepe provavelmente não será mais necessário.





Fontes: Vamojuntos
               Bridgestone.com 
               Cnet

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Motores Patelo. Provavelmente os menores V12 do mundo.

Uma verdadeira obra de arte para ser admirada







Todos os amantes do automobilismo vão admirar a engenhosidade usada para a criação desse mini V12, desenvolvido pelo engenheiro espanhol Patelo. Os detalhes nesse projeto impressionam. Esse trabalho dignifica muito a engenharia, e tenho que dizer, é muito maneiro. 

O engenheiro exibindo seu projeto
Mais de 1200 horas para a concepção do projeto entre fresamento, torneamento e furação. Ele usou pedaços de alumínio, aço inoxidável e bronze para montar o que ele diz ser "provavelmente o menor motor V12 mundo". Alimentado por injeção de ar comprimido (0.1kg/sq cm), esta pequena maravilha possui um deslocamento total de 12 centímetros cúbicos a partir de seus doze pistões 11,3 mm de diâmetro e funciona lindamente. 

José Manuel Hermo Barriero, ou "Patelo", galego aposentado de 71 anos, alimenta sua paixão por motores desde os 14, quando se pôs a arrumar a bicicleta de seu pai. Aos 15 ganhou um livro sobre motores que o encantou de tal forma que passou a literalmente dormir com ele. Um torno bem antigo (de 80 anos) que comprou em um antiquário foi umas das ferramentas para realizar o trabalho. Lixas, limas, chaves e muita paciência completam seu arsenal.


Peças do mini motor V12, por Patelo.
Patelo não tem intenção de vender o mini motor, construído principalmente para fins educativos. Na verdade foi um trabalho demorado feito com amor, dedicado aos seus quatro netos. Com uma precisão incrível, bielas, pistões, válvulas, molas, engrenagens e eixos constituem todas as 261 peças do motor (elaboradas uma a uma pelo engenheiro) e se movimentam com a ajuda de uma pequena bomba de ar, com 0,1 kg/cm2 de pressão. Mas os 222 parafusos foram comprados, presumivelmente para que ele tivesse pelo menos um pouco de tempo para passar com os netos.

O vídeo abaixo, em espanhol, é um passo a passo que segue desde a usinagem à montagem e funcionamento do minimotor. É muito legal, vale a pena conferir.






Fonte: Gizmag
           Veja

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Nova sirene em viaturas policiais faz todo mundo tremer

Sirene emite frequência que pode ser sentida no corpo


Todos devem concordar que quando uma viatura se aproxima com a sirene ligada é um barulho só. E pensar que, às vezes  (é o que dizem), fazem isto só pra abrir caminho no trânsito; mas isto não vem ao caso.


O fato é que  um novo tipo de sirene da polícia está fazendo ondas, literalmente, na cidade norte-americana de Bartow, na Flórida. Co-desenvolvida por um ex-oficial da patrulha rodoviária da  Florida , a Howler funciona enviando uma baixa frequência, a qual a vibração pode ser percebida  pelas pessoas a  pouco mais de 60 metros de distância, como um grande Subwoofer. 

Segundo o oficial de polícia Bryan Dorman, não sabe se voltará a usar o sistema de sirenes convencional. Com distrações eletrônicas se tornando uma parte sempre presente de nossas vidas, a adição da vibração às luzes e sirene audível, pode ser uma ferramenta de segurança de valor inestimável. Centenas de departamentos de polícia em todo o país começaram a utilizar o sistema, incluindo Chicago, Boston e o NYPD.

Embora os oficiais acreditem que o Howler é um meio mais seguro e eficaz de anunciar a sua presença, nem todos pensam ser uma boa ideia. Pedestres podem achar desagradável. Ainda, grupos de controle de ruído, declararam sua oposição, chamando a sirene de "desorientadora". "A sirene pode facilitar o stress, desencadeando uma resposta involuntária comumente conhecido como 'luta ou fuga '. Isto resultaria na secreção de adrenalina, consequentes picos cardio-respiratórios, tensão muscular e elevação da pressão arterial ", afirma NoiseOFF, uma coalizão que visa reduzir a poluição sonora



Infrassom é a energia do som de baixa freqüência, abaixo de 20 Hz - inaudível ao ser humano, que afeta o sistema nervoso e uma exposição prolongada pode levar à progressiva condições médicas.

Os policiais e os grupos de controle do ruídos  podem não chegar a um acordo sobre a viabilidade do Howler como uma ferramenta de segurança, mas eles concordam em uma coisa: Todo mundo sabe quando um carro da polícia está chegando.





fontes: wtsp.com
           Aol

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Vant. Parece brincadeira, mas a coisa é séria

Aviões não tripulados vão além das barreiras humanas




Noite de réveillon. Algo no céu da Praia da Costa, em Vila Velha (ES- Brasil) intrigava as pessoas que por lá estavam para apreciar as comemorações da chegada de 2012. Um objeto voador cheio de luz, que por um tempo permaneceu não identificado, sobrevoava a praia fazendo acrobacias impressionantes e que chamavam a atenção de todos. Só foi possível a identificação quando o piloto fez uma aterrissagem.

Tratava-se de um miniavião com formato de asa delta, cheio de leds coloridos, comandado via controle remoto. Mas antes que alguém pense que não passava de um simples aeromodelo, antecipo: era muito mais que isto, era um VANT.

Foto divulgação: VIGIA AÉREO. O modelo Vant, criado por Abreu Júnior.

Para início de conversa, VANTs (Veículo Aéreo Não Tripulado) também conhecidos como UAV em Inglês (Unmanded Aerial Vehicle), , são, na realidade, um conjunto integrado de equipamentos, incluindo célula, piloto automático, link de comando e controle e estação remota de pilotagem (ERP). O desenvolvimento de VANT foi a princípio idealizado para fins militares. Foram projetados e construídos para serem usados em missões muito perigosas para serem executadas por seres humanos, nas áreas de inteligência militar, apoio aéreo às tropas de infantaria e cavalaria no campo de batalha, atividades de patrulhamento urbano, costeiro, ambiental e de fronteiras, atividades de busca e resgate, entre outras. Entretanto mostraram-se tão úteis que, em poucos anos, seu uso tem-se estendido a diversos países com independência tecnológica e a capacidade necessária para fabricá-los.

Vant Gralha Azul, da empresa
Embravant.
O primeiro VANT de que se tem registro no Brasil foi o BQM1BR, fabricado pela extinta CBT (Companhia Brasileira de Tratores), de propulsão a jato. Este protótipo serviria como alvo aéreo e realizou um voo em 1983. Outro de que se tem conhecimento é o Gralha Azul, produzido pela Embravant. A aeronave possui mais de 4 metros de envergadura, com autonomia para até 3 horas de voo. Os dois primeiros protótipos do Gralha Azul realizaram vários ensaios em voo, operando com rádio-controle.

Projeto Arara (Aeronaves de Reconhecimento Autônomo
Remotamente e Assistida)


A partir do ano 2000, os VANTs para uso civil começaram a ganhar força no mercado. Foi quando surgiu o Projeto Arara (Aeronave de Reconhecimento Autônoma e Remotamente Assistida), desenvolvido pela empresa AGX Tecnologia, junto com o Instituto de Ciências Matemáticas e Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O projeto deu origem, em abril de 2005, ao primeiro VANT de asa fixa desenvolvido com tecnologia 100% brasileira.

Testes oficias veem sendo feitos pelo engenheiro Wanderley Abreu Júnior em seu Vant com 1,60m de envergadura e apenas 750g - modelo idêntico ao foi visto no ES. Entretanto, existem modelos maiores, com 3,5 kg e 20 kg. O design não é prioridade, mas isso não parece preocupar o engenheiro. Seu negócio não é fabricar as aeronaves, mas o sistema de câmeras e sensores infravermelhos que as transforma em robôs de vigilância e monitoramento de trânsito. O software do equipamento é preparado para identificar a placa de um carro roubado e fornecer sua localização à polícia. 

Formado em Engenharia Mecatrônica na PUC-Rio, e com pós no MIT, ele também trabalhou para a Agência Espacial Europeia em 2006, num projeto de criptografia para as redes da Otan. Na Agência, os pesquisadores eram estimulados a desenvolver projetos, daí surgiu a ideia de projetar aviões não tripulados de baixo custo, que decolou quando voltou ao Brasil, no final de 2007.

1. BATERIA > Suporta até 1h50 de voo. Nos maiores modelos, até 26 horas (usam gasolina e gerador).
2. TRANSMISSOR > No modelo de 20 kg, mantém comunicação num raio de até 40 km.
3. GPS > Ajuda a determinar a direção e a altitude do aparelho.
Foto: André Arruda
A maior aeronave do projeto do ex-hacker tem autonomia de até 26 horas de voo. Além de monitorar carros e tráfego, pode levar cargas para dispersão química, em voos planejados para jogar agrotóxicos em uma fazenda. Outra aplicação prevista é disparar gás de pimenta sobre multidões descontroladas. 

O projeto do brasileiro possui um grande diferencial em relação aos modelos fabricados em outros países; o custo. O menor e mais em conta custará cerca de R$25 mil. Para o avião médio, o preço inicial será de R$ 100 mil (sem dispersão química nem câmeras com infravermelho), enquanto o maior, algo em torno de R$1,2 milhão. Achou caro? Uma pechincha se comparado às versões militares como o caça Reaper, que custou US$ 10 milhões aos Estados Unidos. 

Provavelmente, o aeromodelo visto na praia pertencia à algum apaixonado que estaria exibindo seu brinquedo. Tantas eram as acrobacias, e tamanha a velocidade e ousadia que em uma delas, o piloto perdeu o controle e bateu na sacada de um prédio. Amador.




Fontes: storm security
             acirrando.blogspot
             galileu


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Carro elétrico da Nissan no Brasil

Veículos elétricos estão cada vez mais presentes no mundo e caindo no gosto dos consumidores. E com tanta inovação da linha, logo estaremos convivendo com esses veículos que tem como vantagem a reduzida emissão de poluentes ou zero emissão, como é o caso do Leaf, da japonesa Nissan.

 

Mostrado ao Brasil em um evento que está rodando por 30 cidades pelo país, o Nissan Inova Show, apresenta o Leaf, em resposta a um dos maiores problemas da atualidade. Não emite poluentes e contribui também para a diminuição da poluição sonora. Por esses motivos é considerado um veículo "Zero Emission".

 

O hatch ecologicamente correto da Nissan conta com materiais reciclavéis para compor boa parte de seus itens, como o tecido dos bancos (feitos com garrafa pet), o carpete, o acabamento das portas traseiras e do teto, entre outros. Encontrado em dois modelos no exterior, o  SV e SL, já é sinônimo de sucesso nos EUA e Europa e Japão. 

Com um visual moderno, interior espaçoso e muito confortável, o Leaf demonstra que veio para impor respeito. Um motor CA síncrono capaz de gerar 80kW, 107cv e um torque de 28,5 kgfm, é alimentado por uma bateria de íon-lítio com 48 módulos compactos que equipa o carro dando-o capacidade para rodar até 160 quilômetros. A velocidade máxima é de 150 km/h. As baterias podem ser recarregadas em qualquer tomada trifásica 127/220V, com a ajuda de um adaptador que acompanha o carro, mas leva até oito horas para ficar totalmente carregada. No exterior, leva apenas meia hora para estar 80% da carga.



Em um test-drive realizado pude me encantar com tanta tecnologia embarcada. Claro, não pude acelerar muito, mas foi possível perceber que o motor extremamente silencioso (imperceptível ao dar partida) não deixa a desejar. O câmbio mais parece um joystick, acionado com os dedos. Assim como o freio de mão, ou devo dizer, "freio de dedo". Apenas um toque e está acionado. Transmissão automática, direção elétrica, seis airbags, controle de tração e freio ABS nas quatro rodas garantem comodidade e segurança ao condutor. Além disso, o Leaf ainda conta com um sistema o qual permite que celulares com acesso a web possam ligar o ar-condicionado (que dinimui 30km da autonomia) e configurar funções de recarga remotamente, mesmo com o carro desligado.
Entretanto, a tomada não é a única fonte de alimentação deste veículo. Ele absorve a energia despendida de freadas e reduções de velocidade, além de contar com uma célula fotovoltaica (modelo SL) instalada no teto a qual abastece faróis, luzes internas, câmera de ré (esta impressiona pela precisão dada ao motorista), entre outros ítens.

 

Porém, problemas  como a falta de infraestrutura para abastecimento  e a legislação brasileira impedem que o Leaf e outros elétricos sejam comercializados em nosso país. No exterior ele já é comercializado por U$32 mil. Resta apenas esperar e contemplar de longe a evolução destes modelos.

Mas uma coisa é certa quanto aos elétricos como o Leaf, não dá para andar na reserva. Aliáis, não dá nem pra dizer "estou andando no cheiro", teria que dizer "estou andando na sentelha", ou coisa assim.





fontes: jornal A tribuna
            revista info
            g1.globo.com

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Veículos circulam sem motorista em Londres

Até 70% mais econômicos que carros comuns


Penso que algum dia estaremos circulando pelas ruas para um simples passeio turístico ou até mesmo a caminho do trabalho, podendo aproveitar a paisagem a bordo de um carro desprovido de condutor, literalmente sem motorista.Tal feito não está longe para acontecer. Aliás, já existe e está funcionando no aeroporto de Heathow, em Londres.

Originalmente desenhado por Matin Lowson e sua equipe de designe, o Ultra foi concebido pelo departamento de Engenharia Aeroespacial na Universidade de Bristol durante a década de 1990. Os veículos elétricos movidos à bateria (o que dispensa qualquer tipo de trilho eletrificado) podem transportar 500 kg de carga útil e são projetados para viajar a 40 km/h levando até quatro passageiros, acomodar cadeiras de rodas, carrinhos de compras e outras bagagens. O sistema é usado apenas para conectar os viajantes entre o terminal cinco e o estacionamento de negócios com uma média de 800 passageiros por dia circulando em seus 22 carros.

O passageiro espera por um carro na estação, e em menos de um minuto entra e simplesmente aperta um botão para indicar o seu destino. O veículo elétrico faz todo o resto, navegando ao longo da pista estreita, cerca de 3,9 km, até seu destino.



Os veículos sem motoristas diminuem as emissões de carbono e são até 70% mais eficientes do que os automóveis convencionais em termos de uso de energia (50% em relação aos ônibus antes utilizados no percurso).


E provável que os investidores queiram estender o projeto e levar programar seus veículos inteligentes a seguir outros destinos, visto que tem sido um sucesso e ecologicamente correto.  Será este o futuro do transporte coletivo? O tempo nos dirá.