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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

"Pra cego ver": gadget para ajudar deficientes visuais

Dispositivo portátil ajudará quem não enxerga a ler e contar dinheiro

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Talvez este seja mais um exemplo de que com dedicação e objetividade podemos fazer coisas consideradas para muitos como improváveis. 

Aos 20 anos, o gaúcho Carlos Alberto Wolke descobriu que perderia a visão completamenteDiagnosticado com retinose pigmentar, uma doença genética, ele decidiu então dedicar-se ao trabalho, à medida que o mundo ao seu redor escurecia. Tornou-se um empreendedor. Fundou a Pináculo, uma empresa de segurança e telecomunicações com sede em Taquara, nas proximidades de Porto Alegre (RS).

A escuridão total veio aos 32 anos, quando passou a usar um software para leitura da tela do computador. Mas não era o bastante. Percebeu, então, que não existia ainda no mercado um aparelho portátil capaz de fazer algo semelhante. Daí decidiu inventá-lo.


Ele queria um aparelho capaz de realizar tarefas simples, cotidianas e que pudesse ser pequeno, de fácil manuseio e transportado facilmente. Criou o Vocalizer, um dispositivo portátil que por meio de uma câmera de alta resolução lê jornais, livros ou revistas. 

Um software de conversão de imagens em textos (OCR) e um sintetizador de voz, permitem ao usuário fotografar textos e ouvi-los em viva voz ou em fones de ouvido. É possível gravar os textos na memória ou descarregar arquivos de um Pen Drive. Além disso, o equipamento que é do tamanho de um radiocomunicador, também consegue reconhecer cores, códigos de barras, cédulas de dinheiro e detecta lâmpadas ligadas. Também funciona como agenda, relógio, calculadora, editor de textos, grava recados e tem acesso à internet. “Como roda Linux, é possível desenvolver outros aplicativos para ele”, afirma Wolke, que atualmente está com 40 anos.


Foto mostra Carlos Alberto Wolke demonstrando o Vocalizer.
Foto divulgação: Diretor da Pináculo, Carlos Wolke, demonstrando seu dispositivo em funcionamento.

O Vocalizer é uma ferramenta revolucionária, destinada às pessoas com baixa visão ou com deficiências visuais, possibilitando uma fantástica experiência ao mundo da informação com maior autonomia e uso simplificado. O projeto só saiu do papel após receber R$1,3 milhão da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), entidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Não tínhamos domínio da tecnologia que seria usada, e por isso o desenvolvimento sairia muito caro”, afirma seu criador. O aparelho levou três anos para ficar pronto. Agora, está na fase final de ajustes e deve chegar ao mercado até o fim do ano. O preço inicial previsto é de R$4.000,00.


Vídeo do Youtube, divulgado por sitemovimentolivre

A Pináculo participou em abril deste ano da 11ª Reatech – Feira Internacional Tecnológica em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade – que ocorreu em São Paulo. A projeção da empresa é que o Vocalizer seja vendido em larga escala brevemente.


Fontes: Pináculo
              Info
             Baixa Visão
             Todos Nós

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Bateria em spray para os eletrônicos do futuro

Cientistas criam uma bateria spray que pode ser borrifada em qualquer superfície


Esqueça tudo que você já viu sobre baterias para alimentar os atuais dispositivos eletrônicos. Conheça agora uma novidade que poderá, num futuro próximo, possivelmente, mudar completamente a forma como as conhecemos , certamente, possibilitar uma inimaginável variação no design dos gadgets futuros.

Em Houston, no Texas (USA), pesquisadores da Universidade de Rice desenvolveram uma técnica para transformar cada elemento tradicional em uma substância líquida, capaz de armazenar e fornecer energia elétrica, podendo assumir qualquer formato e ser aplicada na forma de spray em inúmeros tipos de superfície.

As baterias tradicionais de Lítio-íon tem se tornado menores e mais eficientes com o passar dos anos. Entretanto, limitam-se a formatos cilíndricos ou retangulares, fazendo com que o design dos dispositivos eletrônicos atuais tenham poucas variações. Com esta nova tecnologia ganhando o mercado, o aperfeiçoamento de tecnologias como a impressão 3D, nanotecnologias e telas flexíveis, os gadgets poderão ter no futuro designs bem diferentes do que estamos acostumados atualmente. "Isso significa que a embalagem tradicional das baterias darão lugar a uma nova abordagem muito mais flexível, que permite novos tipos de design e possibilidades de interação com dispositivos de armazenamento", disse Pulickel Ajayan, líder da equipe no projeto.

Para o protótipo, a equipe criou versões líquidas e de pintura dos cinco componentes em diferentes camadas: dois eletrodos, um cátodo, um ânodo e um polímero separador. "Primeiro, transformamos em tinta todos os componentes da bateria. Poderíamos, então, usar estas tintas para literalmente pintar baterias sobre qualquer superfície, usando apenas um jato de spray", explicou Neelam Singh, estudante de engenharia da Universidade Rice.

The spray paint can be applied to any surface to create fuel cells
Foto divulgação: A bateria spray pode ser aplicada em várias superfícies diferentes.

Foto divulgação: fonte Nature Scientific Reports

Para mostrar a versatilidade do produto, camadas de tinta foram pulverizadas sobre cerâmica, vidro e aço inoxidável, e em formas diversas, como a superfície curva de uma caneca de cerâmica. Em um dos experimentos, os cientistas pintaram seis azulejos e os conectaram a uma célula solar, alimentada por uma luz branca de laboratório. Depois de carregada, a bateria conseguiu fornecer energia elétrica suficiente para alimentar uma série de 40 LEDs vermelhos por mais de seis horas. Após serem carregadas e descarregadas 60 vezes, houve apenas uma pequena queda na capacidade da bateria, uma constância de 2,4 volts. A equipe relatou tudo em artigo na revista Nature Scientific Reports.



Uma limitação da tecnologia é a difícil utilização e manuseio dos eletrólitos líquidos e a necessidade de um ambiente seco e isento de oxigênio, quanto à preparação do novo dispositivo. Os investigadores estão procurando componentes que permitiriam a construção ao ar livre para um processo de produção mais eficiente e maior viabilidade comercial.

Neelam Singh, que trabalhou no projeto, acredita que a tecnologia pode ser integrada à células solares possibilitando que qualquer superfície capture energia independente e capacidade de armazenamento. Imagine paredes inteiras, muros e carros cobertos com esta tinta especial. Realmente, uma forma de armazenamento de energia traria várias mudanças ao mundo como o conhecemos.





Fontes:Reuters

            Tecmundo
            Olhar Digital


quarta-feira, 23 de maio de 2012

I'm Watch: um relógio esperto para cada estilo...e com Android

I'm Watch se conecta com smartphone via Bluetooth

Antes que alguém pense que este relógio de pulso esperto é mais um produto Apple, devo informar que não o caso. A empresa que o lançou é a italiana I'm, que tem como presidente Manuel Zanella e CEO Massimiliano Bertolini, ambos inventores do I'm Watch. 

Apesar disso, o SmartWatch se conecta com seu smartphone com Android via Bluetooth e permite ao usuário efetuar e receber ligações. É possível ainda ler, em um display curvo touchscreen de 1,5'', as mensagens do Facebook, Twitter, e-mails, checar sua agenda de contatos, de compromissos, ver fotos, ouvir música, entre outras coisas (Ah, ele também mostra as horas). 

I'm Watch é encontrado em várias cores diferentes
Por falar em música, milhões delas estão disponíveis para os usuários pelo i'm Music, além de estações de rádios e playlists sob medida. É provido dos sensores que qualquer smartphone hoje em dia traz e conta com funções físicas muito interessantes, como por exemplo: bússola, posição e detecção de queda livre, reconhecimento e registo de impacto, conta passos, monitorização de vibração e compensação, entre outras.

A tecnologia usada no i'm Watch é baseada em Android 1.6 e no software Eclipse. Para os desenvolvedores que se interessarem, o Eclipse dá tudo que é preciso para se criar ótimos aplicativos Android em Java, incluindo um ambiente e desenvolvimento integrado (IDE) e um sistema plug-in extensível.

O dispositivo vem com 128MB de RAM e 4GB de memória card. A bateria (Li-Po de 450mAh) aguenta por 3 horas em conversação e até dois dias se for usado apenas como um simples relógio (o que é difícil). Caso o BT permaneça ligado, a autonomia cai pra 24 horas. A versão com pulseira de silicone custa R$599,00, mas existem outras versões especiais (titânio,carbono, ouro ou diamante) que podem chegar a R$30.000,00. Três coleções estão a disposição dos clientes, a Collor Collection, Tech Collection e Jewel Collection (a mais cara, claro).

I'm Watch conecta-se com Android (HTC, Samsung, Motorola, LG, etc), BlackBerry®, iOS® (Apple iPhone®), Bada (Samsung), Symbian® (Nokia) e Windows® Phone. O acesso à rede se dá via Bluetooth, no entanto, muitos aparelhos não tem esta tecnologia (caso em que o aplicativo i'm Sync pode ser baixado para que o relógio utilize a conexão direta do aparelho).

   


Fontes: Engadget
              i'mWatch
             Revolucao Digital


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Mais do que um simples GPS: tecnologia de aviões de guerra nos carros

GPS com realidade aumentada à disposição do motorista



O HUD (Head Up Display) é um instrumento inicialmente desenvolvido para utilização em aeronaves visando a fornecer informações visuais ao piloto sem que este tenha que desviar os olhos do alvo à frente da aeronave. Hoje em dia a tecnologia vem sendo implantada em veículos e logo deverá ganhar as ruas. Conheça um pouco mais:


Primeiros HDU's

No início da década de 70, com o aprimoramento do transístor e advento dos circuitos integrados, os computadores puderam finalmente ser embarcados nas aeronaves, permitindo a automação do cálculo dos dispositivos de mira, antes improvável em combate direto (dogfight). Assim, as aeronaves de primeira linha já eram equipadas com HUD's que forneciam dados de voo, navegação e solução de tiro de forma confiável.

Com o chegada dos microchips, a partir dos anos 1980, a capacidade de processamento de informações dos computadores de bordo melhorou consideravelmente a qualidade das informações providas pelos HUD's, incluindo o recebimento e processamento de dados provenientes de GPS e aeronaves AWACS.

Em aeronaves, os HUD's se utilizam de fundamentos de tecnologia de informação, propriedades de refração e reflexão da luz e emissão de raios catódicos. Consistem de um sistema de aquisição de dados através de radar, rádio e sistema de armas que são entregues a um processador encarregado de ordenar, priorizar e hierarquizar as informações conforme o perfil de missão previamente programado, exibindo-as em um anteparo semi-transparente inclinado á 45º, montado exatamente na linha de visão do piloto, permitindo-o observar o alvo à frente da aeronave.

HUD nos carros, atualmente


A japonesa Pioneer Corporation apresentou ao mundo o primeiro GPS com realidade aumentada do mundo. Utilizando-se da tecnologia HUD, a impressão que se tem é de estar numa espécie de vídeo game, com informações flutuando no para-brisas do veículo (quase como em Missão impossível: protocolo fantasma..quase)


As imagens cobrem uma área de 90 x 30 cm, apresentando uma resolução de 720x260 pixels numa tela transparente projetada à frente do motorista. O sistema, que tem a assinatura da Microvision (sediada em Redmond, Washington, EUA), usa lasers semicondutores e um espelho microscópico. Informações são sobrepostas ao tráfego real e mostram ao motorista detalhes sobre a direção a tomar, pontos de interesse e particularidades da via (radares, velocidade permitida).

O navegador GPS Cyber Navi, como é chamado, usa um grupo de três lasers (azul, vermelho e verde) e um único espelho de silicone, com um milímetro de espessura, que se inclina sobre dois eixos. As três cores se misturam quando os lasers emitem sobre o espelho, em diferentes intensidades, a luz que produz a cor final do pixel. À medida que eles projetam luz, o espelho esquadrinha rapidamente, horizontal e verticalmente, pintando a imagem sobre o para-brisa (um pixel por vez), de maneira tão rápida que a imagem parece estática.



De acordo com Lance Evans, diretor de desenvolvimento de negócios da Microvision, as cores puras e saturadas resultam em lasers com imagens mais nítidas e com alto contraste, assim são visíveis mesmo em plena luz do dia. Iluminar um pixel por vez também poupa energia. E usando um único espelho em vez de um certo número deles faz com que o dispositivo seja menor, simples e mais barato.

A tecnologia da Microvision, já existe em alguns carros protótipos, mas o custo era alto demais para modelos comerciais, explicou Evans. Agora, com a queda de preços dos lasers verdes – um componente significativamente caro do display – a tecnologia tornar-se-a competitiva frente aos displays tradicionais. É possível que o produto HUD seja comercializado ainda este ano. Grandes montadoras em Detroit também planejam integrar a tecnologia em seus veículos até 2016, afirmou. 

Porém, comprar uma das novas unidades HUD equipados de GPS dependerá de três importantes fatores: um pouco de paciência, e uma viagem de avião para o Japão , e um boa quantia de dinheiro (por volta de U$ 4000,00). Não há previsão de quando ganhará o mundo. Tampouco se a tecnologia realmente trará algum benefício para os motoristas.



Fontes: Microvision
              Allmxcars
             Digitalavmagazine
             Wikipedia

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Saiba como estão extraindo água do AR no deserto

Turbina eólica extrai água do ar


Imagine-se numa daquelas clássicas cenas de filme onde, caminhado pelo deserto você descobre que seu reservatório de água secou. Daí sua saliva já não consegue mais umedecer seus lábios, e então, como na ficção, você começa a ver miragens...oásis. Bem, se for uma das torres eólicas da EoleWater, água já não será um problema.

Estas turbinas eólicas, desenvolvidas por Marc Parent, conseguem, além de gerar energia elétrica a partir da força dos ventos, extrair água limpa do ar. A tecnologia vem sendo testada desde outubro de 2011, quando uma foi instalada no deserto de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Desde então, a produção diária de água atinge cerca de 1000 litros de água por unidade eólica, podendo aumentar dependendo do nível de umidade, temperatura e velocidade do vento.

Basicamente, a turbina WMS1000 funciona como qualquer outra turbina eólica, produzindo eletricidade. A mesma energia alimenta o sistema de transformação de ar em água. Para tanto, o ar é sugado através do nariz da turbina por um dispositivo conhecido como "soprador de ar". Todo o ar aprisionado durante este procedimento é então direcionado para um compressor de refrigeração elétrico, localizado atrás das hélices. A humidade do ar é então extraída por condensação.
A água é então recolhida e transferida para baixo de uma série de tubos de aço inoxidável, especialmente projetados para o processo, onde é armazenada em um tanque na base da turbina. Em seguida é filtrada e purificada para que, então, esteja pronta para consumo. Uma única turbina pode abastecer uma pequena aldeia ou cidade (de 2000 a 3000 pessoas) sem problemas.

Foto divulgação: descrição das partes da turbina WMS1000

Por quase 15 anos a tecnologia vem sendo desenvolvida e está baseada em três pilares principais:
  • Dar acesso sustentável à água - permitindo que qualquer pessoa instalada em áreas remotas tenha acesso à água potável por um período de vinte anos;
  • Operar com plena autonomia - projetada para funcionar em áreas desprovidas de qualquer infraestrutura, tendo o vento como fonte de impulsão, capacidade instalada de 30kW e ar como fonte de água;
  • Preservar o meio ambiente - não há emissões de CO2, pois utiliza apenas energia eólica, não provendo-se de bombeamento em fontes subterrâneas ou superfícies de água. O impacto ambiental é praticamente nulo.

As turbinas tem 30 metros de altura e pesam 12 toneladas. O rotor tem 13 metros de diâmetro. É possível caminhar dentro da turbina. O investimento para financiar o projeto em 2010 foi de $2,1 milhões de euros, o qual foi desenvolvido por 30 engenheiros dentro e fora da companhia, localizada em Sainte Tulle, sul da França.

Veja um vídeo demonstrativo:



Dados sobre a água

A falta de água é responsável por sete mortes a cada minuto ou 3,6 milhões de pessoas por ano. De 3 a 4 bilhões de pessoas carecem  de acesso sustentável da água, cuja qualidade é questionável. Além disso, a poluição da indústria, o consumismo inconsciente diário e a degradação das fontes de água potável reduzem drasticamente a quantidade de água consumível no mundo.

As zonas rurais estão cada vez mais afetadas:

97% das pessoas não têm acesso à água potável diariamente na Ásia e na América do Sul;

14% das pessoas bebem água de rios e lagos, compartilhada com os animais;

70% de água é consumida pela agricultura no mundo.

A água é um recurso precioso e necessário a todos. Simples ações diárias podem contribuir para sua preservação. 

Quanto ao projeto, a única dúvida é: se por ventura, uma quantidade considerável de turbinas fosse instalada (num futuro próximo) numa determinada região, considerando seu potencial de gerar energia e mudar o estado físico da água...poderia a mesma interferir no clima da região, já que a umidade do ar é alterada?


Fontes: EoleWater
              Meteopt
              CNN

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Suposto iPhone 5 e suas novidades

Conceito do que pode ser o próximo smartphone da Apple


O lançamento da última versão do iPhone pode não ter agradado tanto como os mais críticos e exigentes consumidores esperavam. É evidente que, de uma empresa como a Apple, espere-se o melhor sempre. E se entre uma versão e outra não houver uma melhoria significativa, a crítica negativa é inevitável. 

Para tanto, um conceito do que seria o sucessor do iPhone 4S circula pela rede. O aparelho viria com processador A6 quad-core, tela de 4,5", câmera com 10 Mp, SIM card, home button virtual, case de metal líquido e com 116.2 x 59.4 x 7.9 mm de medicas (iPhone 4S - 115.2 x 58.6 x 9.3 mm e display 3.5").
Foto divulgação: iPhone 5 LM, por Antoine Brieux

O case do iPhone 5 LM, como foi nomeado, virá equipado com a inovadora tecnologia Liquidmetal, uma mistura de vários metais diferentes que permitem que o aparelho seja mais durável e tenha um visual externo mais agradável. Brilhante como plástico e resistente como o alumínio, o metal líquido permite que o telefone seja mais leve e tenha um perfil mais fino. Uma classe revolucionária de materiais que redefinem o desempenho, possuindo características que os tornam superiores em muitos aspectos, se comparados a outros populares materiais de alto desempenho.

A propósito, a fabricante do material revelou que começou a enviar suas primeiras peças comerciais em dezembro de 2011. O presidente e CEO, Tom Steipp, disse em um comunicado à imprensa que eles estão muito entusiasmados com o uso da tecnologia de liga amorfa, que permite entregar peças mais leves, mais fortes e mais resistentes à corrosão aos seus clientes industriais mundialmente.

Além da empresa de Cupertino, rumores revelam que sua atual concorrente de peso, a Samsung, também vem buscando novas alternativas tecnológicas para equipar seus futuros produtos.



De acordo com o analista da Piper Jaffrai, Gene Munster, é possível que o produto seja lançado em outubro, e funcionará em redes de dados 4G, como LTE.

É interessante saber que existem pessoas sempre inovando para transformar a vida mais interessante e bonita. Claro que as vezes o resultado nem sempre agrada a todos. Mas se ninguém tentar, nada mudará. Outra versão, bem fora do comum, também circula na rede. Vejam algumas fotos.

conceito iphone 5 1 e1330011174591 Conceito: iPhone 5 ou Magic iPhone (atualizado)
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Foto divulgação: iPhone 5 Mockup, por Ciccarese Design


Este é um conceito criado pela equipe de Ciccarese Design. É um formato meio inusitado, nada parecido com as ultimas cinco versões de celulares da Apple. Seria possível que a criadora do iPhone fuja aos padrões que a levaram ao topo até hoje? O que acham, caros leitores?



Fontes: Mashable
              Yanko Design
              9to5Mac

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Uma mesa que realiza fotossíntese e gera energia

Tecnologia biofotovoltaica para produzir energia limpa


A fotossíntese deixou de ser um processo exclusivo do reino vegetal. Apresento-lhes a Moss Table, uma mesa que, além de realizar fotossíntese, é capaz de transformá-la em energia limpa para alimentar pequenos dispositivos eletrônicos.

A invenção é feita em plástico ABS, com tampo de acrílico. Possui 1m diâmetro por 1,20m de altura.  Interiormente a Moss table contém eletrodos de carbono, conectores de metal , terra, musgo e água. O musgo fica em pequenos potes posicionados dentro da mesa e crescem em um solo fertilizado por bactérias saudáveis. Ao realizar fotossíntese para se alimentar, ele libera compostos orgânicos como resíduos e as bactérias, por sua vez, são responsáveis por processar esses resíduos, liberando assim elétrons.


Os elétrons produzidos são capturados por fibras condutoras instaladas abaixo de cada vaso, e levados à uma bateria onde são armazenados. A corrente elétrica gerada é de 5 a 10µA (microamperes) e no máximo 0,6V (volts), suficiente manter ligado pequenos relógio digital. A lâmpada instalada na mesa não é alimentada por ela.
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Infelizmente essa é a verdade, a Moss Table não é muito eficiente quanto a sua geração de energia. Pra se ter uma ideia, 112 potes de musgos geram, em um dia, energia suficiente para alimentar um notebook, por exemplo, por no máximo 20 segundos. A mesa atual é capaz de produzir apenas 520J (Joules) de energia por dia. Um laptop comum consome em média 25J por segundo.

Para aqueles que já estavam pensando em adquirir uma dessas e por na sala ou escritório, vão ter que esperar um pouco mais, até que os desenvolvedores do projeto, ainda um conceito, melhorem o desempenho do invento.

O conceito foi criado como parte de um projeto de pesquisa chamado "Design na Ciência", em que o foco é fazer designers darem suporte à pesquisas científicas. No caso da Moss Table, demonstraram que a tecnologia BPV (BioPhotoVoltaic) pode ser empregada em objetos comuns e que tem aplicação potencial na vida cotidiana, além de chamarem a atenção e disseminarem o projeto pelo mundo.


Num futuro próximo, os pesquisadores esperam poder melhorar o desempenho do projeto, e conseguir alimentar um laptop por até 14 horas. Por enquanto, um relógio digital está bom. Afinal, quem já viu uma mesa gerando energia por aí? A propósito, a maioria das coisas sofisticadas e eficientes que conhecemos hoje, partiram de algo simples.


              Henrique Geek


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Braille Mobile Phone: Smartphone para deficientes visuais

Uma boa ideia que deve melhorar a vida de muitos


Se você está lendo este post, agradeça por poder contemplar a maravilha de enxergar o mundo a sua volta. Nem imagino como seria a vida sem de outra forma. Mas, pensando justamente neste outro modo de vida, um designer criou um smartphone para cegos. Isto mesmo, a falta de visão poderá deixar de ser um motivo para não ter um celular

O DrawBraille é um conceito de smartphone para ser usado facilmente por cegos, aliás, um dos mais interessantes. Sua interface inteira está em Braille, inclusive a tela. Seu desenho é bastante diferente, surreal, mas que promete conquistar seus usuários em potencial.

Foto divulgação: DrawBraille Phone

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O responsável pelo projeto é o designer Shikun Dom. O aparelho tem funcionalidades bem peculiares e seu uso parece meio complexo, mas seu criador garante que é fácil pra quem conhece a linguagem Braille. O fato é que estes usuários representam a minoria esmagadora, mesmo entre seu próprio público alvo, os deficientes visuais, pois nem todos tem conhecimento da linguagem até mesmo por vontade própria, por não aceitarem sua condição de vida.

Um dos lados do dispositivo é a entrada (a parte mais plana), manipulada pelo software depois que o usuário a toca  para formar as letras e números. Logo, no lado da saída, uma matriz com regiões de seis pontilhados que se alternam fisicamente, formando as palavras, frases, textos que serão lidas e interpretadas pelo toque do usuário.


Quanto ao nível de carga da bateria, cinco pontos laterais indicam quando ela está precisando de recarga. E para facilitar, o plugue para recarga é magnético.


O curioso é que, mesmo sendo para um público alvo específico, o telefone vem em duas versões de cores. Além disso, o vídeo que apresenta o gadget não tem áudio. Deve ter uma razão especial pra isto (ou não).


Contudo, espera-se que este conceito vire de fato um dispositivo que possa ajudar cidadãos do mundo todo a ter um pouco mais de alegria e beneficiar-se com seu telefone pessoal.

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Fontes: Oh Gizmo
              Yanko Design
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segunda-feira, 26 de março de 2012

Spider Computer: seria um “três em um” do futuro? Querem unir celular, notebook e tv

Laptop, tv e celular em um único dispositivo de um jeito diferente

Tempos atrás, a febre dos aparelhos mp3, mp4 (mp tudo) se espalhou mundo afora e mudou o jeito como interagíamos com  mídias e sociedade (a música, por exemplo, tornou-se mais presente na vida de muitos). Smartfones e tablets também revolucionaram.

Mas agora, um designer chamado Nikolaus Frank, da Franketc, criou o Spider Computer, um aparelho que promete substituir o laptop, smartphone e até mesmo a TV (mas não será como nos "mp qualquer coisa" que já vimos por aí). Será o único gadget que você precisará carregar para qualquer lugar e no bolso. 


O dispositivo possui três pernas que, quando escondidas, ele pode ser usado como um telefone celular. A interatividade fica por conta de uma espécie de display LCD circular com interface gráfica. 

Estendendo as pernas do Spider, projetores são revelados e sensores detectam onde as mãos do usuário estão, projetando sobre a superfície um teclado à laser que funciona como um teclado comum. Por outro lado, uma tela em alta resolução (também usada no modo tv) surgi sobre a superfície desejada (mesa ou parede). Desse modo, o usuário pode usufruir de um computador ultra moderno, baseado na computação em nuvem, já que o dispositivo não dispõe de muito espaço para armazenamento de dados.

Foto divulgação: Um celular bem diferente
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Infelizmente o Spider é apenas um conceito, todavia, seu inventor acredita que o aparelho representa o futuro da tecnologia. A Apple que se cuide. Este será um concorrente de peso, caso venha a ser produzido, pronto pra desbancar seu "título" de empresa design. Mas o mercado é grande, tem espaço pra todos.

Foto divulgação: Um pequeno espelho direciona onde a imagem será projetada

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Fontes: Daily Mail
            Yanko Design
           Techtudo   

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quarta-feira, 14 de março de 2012

UGrokit: Para quem está cansado de perder coisas com frequências e ainda se irrita procurando

Suas coisas vivem se esquivando de você? "Seus problemas acabaram!"

É claro que existe coisa pior, mas que é horrível não encontrar uma determinada coisa quando se está precisando dela, principalmente quando se está atrasado para um compromisso...disso não há dúvidas. Há quem se descabele e apele pra São Longuinho, prometendo os três pulinhos caso encontre o que procura. Outros desistem e buscam outra alternativa, e voltam para procurar depois. Em alguns casos, a busca não é bem sucedida.

Pois bem, o UGrokit é o dispositivo que pode solucionar de vez este tipo de problema. Todos os objetos, previamente cadastrados e portadores de uma tag (etiqueta) específica, são encontrados pelo sistema instalado em um smartphone conectado ao dispositivo. É possível ainda saber se está esquecendo-se de alguma coisa para trás, numa viagem por exemplo (veja o vídeo). Diferentes beeps são emitidos para cada situação.

U Grok It é um scanner  que, conectado a um smartphone, é capaz de encontrar objetos perdidos (foto divulgação)

Lista de objetos cadastrados
(foto divulgação)
UGrokit utiliza a tecnologia RFID para encontrar os objetos, ou melhor as tags, que usam um microchip, uma antena plana (que reflete o sinal recebido) e não necessitam de baterias para funcionar. O microchip altera levemente o sinal para transmitir dados específicos, capazes de serem identificados pelo scanner que reconhece o objeto detectado graças ao software instalado no smartphone, previamente cadastrados. Vale ressaltar que vários objetos podem ser etiquetados com as tags.

Contudo, o alcance do gadget é limitado entre 1,8 e 3 metros de raio. Melhor do que o stress de nem ter ideia de onde começar a procurar as chaves do carro/moto, o carregador de celular, a carteira ou qualquer outra coisa perdida. Tomara que (quando tiver um) não perca o próprio smartphone ou o "detector de coisas perdidas". 


Os criadores, Carrie e Tony Requist, são um casal que provavelmente estava cansado de procurar perdidas ou tiradas do lugar por seus filhos. Eles começaram o projeto em abril do ano passado e em setembro, passaram a  dedicar-se em tempo integral.

Em relação à custos, cada tag custa cerca de $1,00. Já o scanner laranja, responsável por enviar as ondas de rádio para as tags tem um custo estimado em $159,00. Entretanto, por mais que o protótipo tenha sido apresentado publicamente, o sistema ainda não está sendo comercializado. Mas quem quiser ser um dos primeiros a saber dos detalhes de compra é só cadastrar-se no site da empresa.


Veja o vídeo abaixo e entenda melhor como funciona o sistema:





Fontes: Venture Beat
              Gizmag
              UGrokit




quarta-feira, 7 de março de 2012

Projeto Aire: Inspire ar, expire energia

Um jeito diferente de gerar energia

Um designer brasileiro encontrou uma maneira inusitada de aproveitar o ar expelido por nossos pulmões. Ele criou um máscara capaz de transformar respiração em energia elétrica.

O dispositivo possui possui mini turbinas eólias em seu interior que permitem que o dispositivo converta a respiração humana em eletricidade, suficiente para recarregar pequenos gadgets. O ar expelido, ou melhor, a energia é transferida para os eletrônicos (celular, GPS, iPod, por exemplo) por meio de um tipo de cabo USB.
Máscara geradora de energia (foto divulgação: João Lammoglia)

O projeto AIRE, desenvolvido pelo designer João Lammoglia, é resultado da busca cada vez mais promissora por fontes renováveis de energia. Uma boa alternativa para recarregar as baterias que (parece brincadeira) teimam em descarregar quando não há nenhuma tomada por perto. E quando há, o carregador convencional não está presente.

Segundo seu criador, João Lammoglia, pode ser utilizado em qualquer lugar ou situação: no ônibus, durante uma corrida no parque ou ainda enquanto o usuário tira um cochilo (desde que se esteja disposto a encarar os olhares curiosos e possíveis zoações dos amigos).

O AIRE foi premiado com o prestigiado Red Dot Designe Awords: Best Of The Best 2011 Design. A cerimônia de premiação aconteceu ano passado, dia 25 de novembro, em Singapura. Ainda é apenas um conceito, mas o brasileiro Lammoglia já planeja comercializa-lo.

334771_Look Familiar 300x250 Bem que a máscara poderia filtrar o ar poluído de muitas cidades por aí. Afinal, ela bem que parece ter esta função. E tenho que perguntar: onde será que ele buscou inspiração? isto me lembra alguma coisa...


...não deve ser isto. Não é possível.


Fontes: Joaolammoglia
              Utilidade Publica


                                                      Homepage Free Shipping Link           

sexta-feira, 2 de março de 2012

Copa de 2014 pode ser palco de um golaço da ciência

Pessoas que perderam os movimentos do corpo podem voltar a andar

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, mais famoso cientista brasileiro no exterior, está à frente de uma importantíssima e inovadora pesquisa, que poderá, quando concretizada, fazer com que pessoas tetraplégicas voltem a andar. 

Formado em medicina na Universidade de São Paulo em 1984, Nicolelis, que vive no exterior a mais de 20 anos, é líder de um ambicioso projeto chamado Walk Again Project, uma organização internacional criada por uma equipe de cientistas brasileiros, americanos, suíços e alemães, que visa restaurar a mobilidade do corpo para os pacientes paraplégicos e tetraplégicos. 

Nicolelis estuda há vários anos as chamadas interfaces cérebro-máquina, que permitem o controle de artefatos robóticos a partir de pulsos elétricos enviados pelo cérebro. Seu objetivo é fazer com que um jovem paraplégico dê o pontapé inicial da Copa do Mundo, no dia 12 de junho de 2014, usando uma espécie de roupa de robô chamada de exoesqueleto (por ironia do destino, no futuro estádio do Corinthians). Segundo o neurocientista e palmeirense fanático, é uma meta um tanto complicada mas possível. Todos esperamos que esse gol de placa seja marcado pela ciência. Afinal, o mundo inteiro estará assistindo.


Com o estudo ainda em fase de testes, o neurocientista se mostra confiante, visto que ele vem alcançando bons resultados juntamente com sua equipe da Universidade de Duke, nos Estados Unidos e da Escola Politécnica de Lausanne, na Suíça. Eles implantaram chips em duas áreas do cérebro de uma macaca, que foram colocadas no córtex motor primário, responsável pela geração do sinal elétrico que cria movimentos nos braços, e no córtex somestésico, região vizinha, que recebe o retorno tátil enviado por sensores espalhados na pele.

Segundo registros, a primeira experiência de Nicolelis com primatas e robôs foi realizada em 2003, quando o neurocientista e seus colegas da Universidade de Duke treinaram o animal com um joystick e, aos poucos, foram retirando o controle e fizeram com que a atividade cerebral do animal movesse um braço mecânico instalado em outra cidade. Cinco anos depois, a macaca repetiu o feito. A equipe na Carolina do Norte,  USA,  conseguiu sincronizar sinais enviados pelo cérebro do animal que, em tempo real, movimentava um robô no Japão.


Segundo Nicolelis, o governo americano investe por ano 430 milhões de dólares na Duke, em Chapel Hill, na Carolina do Norte (uma das principais universidades de medicina do mundo). No Brasil, apesar dos poucos incentivos à ciência, no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Macaíba, a meia hora de Natal, está sendo construída a "Cidade do Cérebro". E parte das pesquisas do Walk Again estão sendo feitas por lá, no Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra. "O nosso maior parceiro é o Governo Federal, o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Ministério da Educação e, de forma bem menor, o Ministério da Saúde, com ações que se iniciaram em 2003", revela Nicolelis em entrevista à Revista Brasileiros. Apesar dos esforços, ainda há muito para conseguir.

A interface cérebro-máquina (ICM), não é coisa de ficção científica como muitos pensam. Centenas de pessoas já usam versões comerciais de capacetes de eletrodos para digitar textos, jogar games ou selecionar opções numa tela usando a força do pensamento. Na Alemanha, o pesquisador mexicano da Universidade Livre de Berlim, Raúl Rojas, implantou eletrodos na cabeça de um voluntário que conseguiu controlar um carro com o poder da mente (Braindrive).

Implantes cocleares, um minúsculo dispositivo inserido entre o ouvido e o cérebro para recuperar a audição, são usados por mais de 200 mil pessoas pelo mundo. Um microfone capta os sons externos e os transforma em sinais elétricos. Tais impulsos estimulam as terminações nervosas do nervo auditivo e são entendidos pelo cérebro como som.

A pesquisa de Nicolelis segue firme para realizar esse feito incrível da ciência. O Neurocientista se diz um "homem de sonhos impossíveis". Torcemos para que este se realize. Mas atenção, vale ressaltar que o projeto não estará pronto na em 2014, será apenas uma demonstração de estudos que continuarão por anos. 

Confira o vídeo abaixo da reportagem no Fantástico no dia 26 de fevereiro:
Caso não consiga assistir click aqui.




Fontes: Fantástico
              Revista Brasileiros
              Correio braziliense
              Walk Again Project